quinta-feira, 15 de julho de 2010


Pensei que se dizia PERCEVES!!!

Como diz o Rui, é uma atrás da outra.... Enfim.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

quinta-feira, 24 de junho de 2010

quarta-feira, 23 de junho de 2010

25 Ódios de Estimação

1 - Camarão, lulas, polvo, lagosta, choco, caracóis, percebes e todo o tipo de coisas viscosas que um dia alguém decidiu que era bom para comer só porque estava com uma enorme bebedeira.

2 - Tá bem linda, sim linda, estás boa linda....grrrrrrrr - será que não sabes o meu nome ou é mesmo preguiça mental para arranjares um nickname mais imaginativo?

3 - Sobrancelhas mal arranjadas.

4 - Pombos.

5 - Roupas com borbotos.

6 - Ovos mal passados.

7 - Ir a um café e dizer: - Queria um um sumo por favor. - e o empregado responder: - Queria ou quer?
  Olha que piada e uma bolachada nessa cara, querias ou queres?

8 - Pessoas que cospem para o chão.

9 - Vozes gritantes ou cacarejantes.

10 - Vinho e café.

11 - Pessoas que me ignoram.

12 - Atrasos.

13 - Muito calor.

14 - Ouvir alguém dizer: - Estou a suar! - os porcos suam, as pessoas transpiram, pelo menos aquelas com classe, os outros podem suar à vontade desde que não o façam perto de mim.

15 - coisas estupidamente doces.

16 - Baratas e gafanhotos.

17 - Pessoas que não me deixam acabar de falar.

18 - Cheiro a tabaco.

19 - Surpresas.

20 - Que me cantem os parabéns.

21 - Beijos nas orelhas (lambidelas ainda é pior!) e cócegas.

22 - Os anormais que vão no autocarro com o telemóvel a "dar música a todos os passageiros".

23 - Pó e roupa para passar a ferro.

24 - Homens sem pêlos nas axilas e nas pernas.

25 - Crianças mal educadas, aliás pessoas mal educadas em geral.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Ainda me lembro do dia em que nos conhecemos e das gargalhadas que trocámos naquela esplanada de Alvalade.

Eu de cachecol comprido, quase até aos pés, com o qual brincava para esconder a atrapalhação própria da enorme timidez de que sofria na altura.

Tu com um ar muito descontraído (se a memória não me falha de t-shirt azul escura, um bocadinho desgastada pelo tempo), cabelo eriçado, olhos pestanudos e um sorriso maroto que me conquistou imediatamente.

Julgo que era hora de almoço. Lembro-me que a fome era nula. Mas a minha recordação mais nítida desse dia é a da conversa que os nossos olhos conduziram.

Uma conversa silenciosa, à revelia do que o que a nossa boca dizia. Uma conversa que só nós ouvimos e sentimos e que nos ligou para sempre.

terça-feira, 1 de junho de 2010

O rancho da aldeia está hoje em reboliço!

Faltam apenas algumas horas para a festa.

Os anciões sentam-se num banco corrido à porta do salão paroquial enquanto, lá dentro, se ouvem cantares e os pés que batem na madeira numa cadência que eles reconhecem e que os leva a relembrar a sua própria juventude.

Adultos e crianças acertam os passos decorados nas últimas semanas, repetindo-os vezes sem conta. Os mais pequenos seguem os adultos com atenção e nem mesmo o cansaço e a vontade de ir brincar os desconcentram.

Os músicos, sentados no canto da sala do salão paroquial, afinam os instrumentos. O coreto da praça da igreja será hoje o palco para a sua actuação.

As meninas tiraram os seus tesouros do guarda-jóias. Os brincos que eram da avó, o cordão de ouro oferecido pela madrinha e a pregadeira que segura o lenço colorido que trazem sobre os ombros.

Os trajes engomados na perfeição estão pendurados num varão da parede. Todos seguidos formam um arco-íris de cores vivas. As camisas brancas, esfregadas com sabão no tanque junto ao rio, reflectem a luz que entra pela janela.

O Sr. Padre observa com orgulho a dedicação dos seus paroquianos que dão vida às tradições da aldeia.
O jardim do museu está cheio de crianças. As gargalhadas e o entusiasmo propagam-se numa nuvem sonora que envolve o espaço.

Os instrumentos, feitos em materiais reciclados, são usados para dar ritmo às músicas que cantam com vozes fininhas e afinadas.

Alguns deitam-se no relvado a fazer desenhos que pintam com pinceladas largas. Outros descobrem texturas fazendo pequenas figuras em barro, com as quais inventam histórias em que as personagens apenas obedecem à regra da imaginação.

Um grupo, sentado em roda, fecha os olhos. As suas mãos pequeninas sentem a textura da terra molhada. O cheiro fresco e aromático entra-lhes pelas narinas, misturado com o cheiro adocicado das flores que colocam agora, de olhos abertos, em pequenos vasos vermelhos, à sua frente.

Pedaços de papel colorido recortado dão forma a passarinhos e borboletas que, na sua ausência, cuidarão de todas as plantas.

As borboletas que desenharam são penduradas em fios de nylon, esticados entre as árvores, e ganham vida quando sopradas pelo vento. Enquanto que os passarinhos, colados em pequenas estacas, pousam na relva fresca.

Ao fim da tarde, já cansadas de tanta brincadeira, ouvem a professora que lhes lê uma história.

Os pais estão quase a chegar e todos se sentem ansiosos por mostrar os seus trabalhos. Os desenhos, os instrumentos e as figuras de barro criadas ao longo do dia são dispostos na relva que ganha um colorido de arco-íris.